Capa do livro Terminal Tower, de André Coelho e Manuel João Neto. Chili com Carne

TERMINAL TOWER

Terminal Tower teve um processo criativo entre o artista e o escritor fora da lógica da banda desenhada – em que há um argumento para ser adaptado para desenho em sequência. Assim sendo, as ideias do livro foram sendo construídas em simultâneo pelos dois autores, tendo como premissa a de um homem isolado numa torre em estado de alerta. Partindo dessa torre, Coelho foi criando alguns desenhos que despoletaram ideias narrativas e que potenciaram outros desenhos que por sua vez geriam as indefinições das narrativas que rodeiam esse contexto, numa espiral criativa.

A ideia central do livro é o delírio engatilhado pela paranóia, sem que se perceba se o despertar dos mecanismos da torre é real ou se existe apenas na cabeça do homem isolado na torre, pois nada parece funcionar, tudo parece uma ruína do futuro em que se cruzam referências decadentes aos universos de Enki Bilal, J.G. Ballard (1930-2009) e da música Industrial – não tivessem os dois autores ligados a esse tipo de música através do projecto.

Capa do livro Alimentação e Saúde do Atleta, de João C. Reis. Europress - Sobre(o)viver

ALIMENTAÇÃO E SAÚDE DO ATLETA

Os desportistas, os atletas, são, em princípio, pessoas saudáveis ou que procuram melhorar a saúde, praticando um tipo de actividade desportiva do seu agrado e condicionada às possibilidades e carcaterísticas pessoais. São indivíduos na fase final do longo período de crescimento próprio da espécie humana, ou, mais geralmente, já adultos, mas em fase pouco adiantada deste período da vida, em que o organismo, terminadas as funções metabólicas que correspondem à formação equilibrada de todo o corpo humano, dispõe de condições óptimas para obter dos seus sistemas funcionais o máximo de rendimento energético em termos de produtividade/eficiência, tendo em conta a capacidade e potencialidade de melhoria do seu sistema muscular e de coordenação do sistema nervoso e endócrino, que controla o funcionamento de todos os órgãos e aparelhos do nosso corpo.

A possibilidade de adaptar a alimentação – única fonte de energia do organismo humano – a esta capacidade de utilização da energia pelo sistema muscular com um máximo de rendimento, isot é, ao funcionamento, o mais perfeito possível, do organismo do desportista, constitui um objectivo fácil de compreender, mas muito difícil de atingir, dada a complexidade dos mecanismo químicos, bioquímicos e fisiológicos – e correspondentes funções orgânicas – que constituem a transformação da energia dos alimentos em energia de trabalho com o máximo aproveitamento. (…) Um bom nível de saúde física, psíquica e emocional, é um objectivo prioritário a atingir na vida de cada indivíduo.”

F. A. Gonçalves Ferreira

ARMINDO MONSTRO

Armindo Monstro é um pequeno rapaz com um grande plano: terminar com a solidão de Amélia Enguia, a professora primária da aldeia onde todos moram. a sua missão tem início com o envio de uma carta ao Paraíso e termina com a exploração dos requisitos formais para se encomendar um recém-nascido. 

Um riso tripartido põe fim à ânsia de um herói que todos nós já fomos, num certo dia, num outro tempo.

UM FUTURO A CONSTRUIR

Esta edição não seria diferenciada da maior parte dos livros políticos, ou melhor, sobre a política, se o seu perfil autoral não fosse duplo e se os autores não fossem Francisco Pinto Balsemão e José Maria Neves, personalidades de matrizes ideológicas diferentes e de experiências políticas diversas, mas que travam um diálogo inteligente sobre o ideário do civismo democrático que, de certa forma, converge-os.
Francisco Pinto Balsemão e José Maria Neves foram chefes do governo de Portugal e de Cabo Verde, respetivamente. Balsemão foi dirigente do PSD, de matriz ideológica liberal e social democrática, e Neves dirigente do PAICV, de matriz ideológica da esquerda democrática, partidos do arco da governação dos respetivos países. O primeiro, para além da política, tem forte atividade empresarial na área da comunicação social e o segundo dedica-se hoje ao ensino e termina um doutoramento em Políticas Públicas.
O livro é sobre duas personalidades que se encontram para conversar, antes de mais, sobre a premissa oblíqua do “nosso ser político e nosso ser na política”, diálogo que se extravasa por temas plurais e diversos, uns de interesse histórico, outros de atualidade política, como o do surgimento das sociedades em rede, através das redes sociais, que são novas formas de poder e de governança e de praticar a democracia, e as novas formas de legitimação e de representação políticas.
Esta “conversa a dois”, transcrita nesta edição, resulta em verdade do painel “Democracia e Governança: Um Futuro a Construir”, no quadro da IV Conferência da Fundação José Maria Neves para a Governança, realizada na cidade da Praia, em 2017. Diálogo que provocou muita expectativa na medida em que protagonizavam dois exegetas de questões fulcrais como a crise dos partidos políticos tradicionais, a ascensão do populismo, o desafio da imprensa perante as novas dinâmicas políticas, as políticas públicas para o fortalecimento das liberdades, da igualdade e de um desenvolvimento económico e social sustentáveis na atual conjuntura internacional e a própria questão da geopolítica, assim como aspetos da vida política tanto de Portugal como de Cabo Verde. Fazem-no em primeira pessoa e colocam-se como sujeitos de muitos dos aspetos contemporâneos que abordam.
Esta edição não seria diferenciada da maior parte dos livros políticos, ou melhor, sobre a política, se o seu perfil autoral não fosse duplo e se os autores não fossem Francisco Pinto Balsemão e José Maria Neves, personalidades de matrizes ideológicas diferentes e de experiências políticas diversas, mas que travam um diálogo inteligente sobre o ideário do civismo democrático que, de certa forma, converge-os.
Francisco Pinto Balsemão e José Maria Neves foram chefes do governo de Portugal e de Cabo Verde, respetivamente. Balsemão foi dirigente do PSD, de matriz ideológica liberal e social democrática, e Neves dirigente do PAICV, de matriz ideológica da esquerda democrática, partidos do arco da governação dos respetivos países. O primeiro, para além da política, tem forte atividade empresarial na área da comunicação social e o segundo dedica-se hoje ao ensino e termina um doutoramento em Políticas Públicas.
O livro é sobre duas personalidades que se encontram para conversar, antes de mais, sobre a premissa oblíqua do “nosso ser político e nosso ser na política”, diálogo que se extravasa por temas plurais e diversos, uns de interesse histórico, outros de atualidade política, como o do surgimento das sociedades em rede, através das redes sociais, que são novas formas de poder e de governança e de praticar a democracia, e as novas formas de legitimação e de representação políticas.
Esta “conversa a dois”, transcrita nesta edição, resulta em verdade do painel “Democracia e Governança: Um Futuro a Construir”, no quadro da IV Conferência da Fundação José Maria Neves para a Governança, realizada na cidade da Praia, em 2017. Diálogo que provocou muita expectativa na medida em que protagonizavam dois exegetas de questões fulcrais como a crise dos partidos políticos tradicionais, a ascensão do populismo, o desafio da imprensa perante as novas dinâmicas políticas, as políticas públicas para o fortalecimento das liberdades, da igualdade e de um desenvolvimento económico e social sustentáveis na atual conjuntura internacional e a própria questão da geopolítica, assim como aspetos da vida política tanto de Portugal como de Cabo Verde. Fazem-no em primeira pessoa e colocam-se como sujeitos de muitos dos aspetos contemporâneos que abordam.

 

Capa da revista Nação & Defesa nº141 - Arquipélago dos Açores

ARQUIPÉLAGO DOS AÇORES – NAÇÃO & DEFESA Nº141

Este número temático da Nação e Defesa foca-se no arquipélago dos Açores, símbolo máximo do posicionamento euro-atlântico de Portugal.

A geografia política e económica do nosso país é europeia, mas a sua segurança e defesa é euro-atlântica, assumindo-se este arquipélago como o “elo essencial” desta relação transatlântica, nomeadamente com os Estados Unidos da América. Na história dos Açores houve fases de grande projeção estratégica, interrompidas por períodos de desvalorização relativa da geografia, para se voltar a um novo ciclo de valorização estratégica do arquipélago.

Considerando as zonas económicas exclusivas das três parcelas territoriais de Portugal – continental, Açores e Madeira –, em termos mundiais o nosso país está entre os 20 Estados de maior dimensão territorial. Se incluirmos a extensão da plataforma continental marítima, a soberania e a jurisdição portuguesas poderão vir a aplicar-se a 3,8 milhões de quilómetros quadrados, o equivalente a quase todo o espaço terrestre da Europa.

Portugal está assim obrigado a um forte investimento na investigação para poder liderar o processo de exploração e desenvolvimento do mar profundo. Os sinais têm sido positivos, pois passámos do 42.º lugar, em meados de 1995, para o 12.º lugar em termos de investigação do mar profundo. A “Estratégia Nacional para o Mar 2013-2020” e o ambicionado alargamento da plataforma continental marítima trarão, certamente, ainda que a longo prazo, dividendos. Porém , por agora, estes apenas se podem antever, dado o potencial em recursos minerais (e não só) por explorar e desenvolver, ao abrigo do que se designou de “economia do mar”.

Também na área da segurança e defesa, pelas responsabilidades de vigilância, patrulhamento e de busca e salvamento associadas a tão extensa área, o investimento não poderá ser descurado.

Dada a importância do arquipélago e indo ao encontro da missão do Instituto da Defesa Nacional – apoio à formulação do pensamento estratégico nacional, assegurando o estudo, a investigação e a divulgação das questões de segurança e defesa – foram já realizadas três edições do Curso Intensivo de Segurança e Defesa na Região Autónoma dos Açores (2009/2010, 2011/2012, 2013/2014), as quais contaram com o alto patrocínio do Governo Regional.

Capa do livro Solomon Royal Edition, de Carlos Pedro. Kingpin Books

SOLOMON

From rising-star artist Carlos Pedro (Image’s “Elephantmen”), comes a tale of soul-searching and redemption, linking a young dock-worker grieving a recent loss and a stray black cat who may be something more than meets the eye. Sometimes, you’ll need a monster to defeat another.

Capa do livro Nuclear Proliferation - Nação e Defesa nº140. Instituto da Defesa Nacional

NUCLEAR PROLIFERATION – NAÇÃO & DEFESA Nº140

A não-proliferação nuclear continuará na agenda internacional durante o ano de 2015. Recordemos 1945 e os 70 anos passados sobre o único uso de armas nucleares na História, em Hiroshima e Nagasaki, bem como o facto de se assinalarem os 45 anos da entrada em vigor do Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP), que terá em 2015 o ano da sua Conferência de Revisão. Nas últimas décadas temos assistido a alguns retrocessos ao nível da não-proliferação nuclear, após os sucessos verificados entre o final da década de 1980 e meados da década de 1990. Não obstante as significativas reduções nos arsenais nucleares dos Estados Unidos da América e da Rússia, assistimos no final da década de 1990 à emergência de novas potências nucleares, como a Índia e o Paquistão, cuja relação continua a preocupar a Comunidade Internacional face a um eventual escalar de tensões.

O início do século XXI reforçou essa tendência com a revelação de um não-declarado programa de enriquecimento de urânio, levado a cabo pelo Irão, e pela retirada unilateral do TNP por parte da Coreia do Norte. Considerando este enquadramento estratégico, e tendo presente o impacto que a posse de armamento nuclear tem nas dinâmicas interestatais, tanto a nível regional como global, bem como as desastrosas consequências que tais armas poderão ter caso adquiridas por atores não-estatais, o Instituto da Defesa Nacional dedica este número da Nação e Defesa às diversas dimensões do fenómeno de proliferação nuclear.

O número começa com um artigo de Bruno Tetrais, em que o autor reflete sobre a importância do debate sobre a questão nuclear no presente cenário estratégico. Recorrendo a diversos exemplos, passados e presentes, Tetrais considera que a dissuasão do nuclear é ainda um instrumento vital para a prevenção da proliferação, do uso de armas de destruição maciça e, mesmo, de conflitos em larga escala. Segue-se um artigo que analisa o processo de modernização nuclear em curso em algumas das potências reconhecidas pelo TNP e que, simultaneamente, são membros permanentes do Conselho de Segurança.

O autor, Francisco Galamas, aborda inicialmente os processos de modernização nuclear de forma descritiva, elaborando, num segundo momento, sobre os motivos que subjazem a este processo e os riscos que os mesmos acarretam para a estabilidade da relação estratégica entre potências nucleares. A análise sobre os fenómenos de proliferação nuclear teria, inevitavelmente, de passar por uma abordagem às questões nucleares regionais e à sua inerente dinâmica de segurança. Neste sentido, os três artigos subsequentes centram-se no nuclear iraniano, na crise norte-coreana e nas dinâmicas nucleares no subcontinente indiano (Índia e Paquistão).

No contributo da investigadora Tytti Erästö sobre o programa nuclear iraniano, as suas circunstâncias e tensões, são analisadas as motivações não-militares associadas a este programa. A autora reflete, igualmente, sobre o atual processo negocial entre o Irão e os Estados que constituem o denominado Grupo P5+1. A crise nuclear norte-coreana é, igualmente, merecedora de uma sustentada reflexão. Esta questão é abordada por Nuno Santiago Magalhães que, no seu artigo, analisa a Nação e Defesa 8Editorialincapacidade de dois atores preponderantes na região, a China e os EUA, em criarreais incentivos para que Pyongyang abandone as suas pretensões nucleares.

Segue-se um texto sobre a problemática nuclear no sul da Ásia, onde o relacionamento entre o Paquistão e a Índia tem criado receios de uma escalada de tensão. No texto da autoria de Feroz Khan, são analisados os fatores que têm alimentado essa competição estratégica, nomeadamente a relação Índia-China ou a inferioridade do poder militar convencional Paquistanês face à Índia. Para diminuir uma crescente espiral de desconfiança entre estes Países, o autor defende o estabelecimento de uma paz estruturada e de uma arquitetura de segurança que permita uma relação estável entre os dois vizinhos nucleares do Sul da Ásia.

O acesso de atores não-estatais a armamentos nucleares ou materiais radiológicos é um outro assunto que tem merecido crescente atenção. James Forest e S. K. Aghara refletem sobre esta temática e elaboram uma análise baseada nos fatores concretos e científicos da ameaça. O artigo termina com uma referência aos mecanismos a que a Comunidade Internacional recorre para reduzir o nível da ameaça e o grau de probabilidade de ocorrência de atentados desta natureza.

Os mecanismos legais internacionais de não-proliferação nuclear e os instrumentos para a sua aplicação não poderiam ser esquecidos neste volume. Hassan Elbahtimy e Sonia Drobysz avaliam estes instrumentos quanto à implementação nacional e correspondente verificação, com especial enfâse no TNP e na Resolução n.º 1540 do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Os autores enumeram e explicam a aplicação de alguns destes mecanismos legais e a sua exequibilidade.

Capa do livro Southern Bastards Vol. 1 - Aqui Jaz um Homem de Jason Aaron e Jason Latour. G. Floy Editora

SOUTHERN BASTARDS VOL. 1: AQUI JAZ UM HOMEM

Earl Tubb é um velho que está furioso e que arranjou um cacete bem grande. Euless Boss é treinador de futebol americano num liceu, e já não tem espaço para mais taças e prémios no seu armário, e menos espaço ainda debaixo das bancadas do estádio para continuar a enterrar corpos…

E estas são apenas duas das personagens que vão poder encontrar em Craw County, Alabama, terra do Boss BBQ, dos Runnin’ Rebs, os campeões estaduais, e de mais sacanas que alguma vez conseguiram imaginar. Uma série criminal frita à moda do Sul americano, por Jason Aaron (argumento) e Jason Latour (desenho).

Earl Tubb regressou ao condado de Craw com uma ideia apenas: esvaziar a casa do seu velho tio Buhl e abandonar a pequena cidade do Alabama a que tinha jurado nunca mais voltar. Mas vai bastar uma simples altercação com alguns habitantes locais para transformar a sua estadia numa verdadeira descida ao inferno. Um inferno feito à medida de Euless Boss, o treinador de futebol da equipa local, e inimigo de sempre do falecido xerife Tubb, o pai de Earl.

Southern Bastards é a mais recente criação de Jason AARON (argumentista de Scalped, Thor e Wolverine, entre outros) e do desenhador Jason LATOUR (Wolverine, Spider-Gwen). Misturando ficção e memórias bem vivas dos autores, este livro mergulha no Sul dos Estados Unidos e revela todo o amor que eles têm pelas suas origens, bem como como o seu ódio pela maldade e estupidez humana, venham de onde vierem. O resultado é um thriller de que ninguém sairá incólume, tanto autores como leitores. Nomeado para vários Eisners, Southern Bastards venceu o Harvey para Melhor Nova Série.

“Mas há algo mais profundo do que o cliché, nesta história, algo mais sangrento e que transcende a imagem normal do redneck psicótico, que é muito ajudado também pela arte elegante e parcimoniosa de Latour.” — Publishers Weekly

“…Em termos de caracterização pura e de desenvolvimento de personagens, Southern Bastards arrasou completamente a competição nesse departamento. Mesmo que todas as personagens sejam de facto sacanas completos, cada um à sua maneira, como o título sugere, todos são sacanas com as suas próprias motivações, sonhos, personalidades… ficamos sempre a imaginar o que estes sacanas todos vão fazer a seguir. É uma série muito imprevisível… e ainda bem!” — Adventures in Poor Taste (AiPT!)

Livro em português.

CISNE BRANCO

Cisne Branco marca nesta data mais uma etapa no percurso de criação literária de Evel Rocha, um autor que se vem demarcando no agrupado dos talentos atuais, num particular destaque que orienta esta oportunidade e a necessidade de uma reflexão em defesa e prática da leitura interdisciplinar do objeto/texto literário, onde ler é apreender igualmente um conjunto de orientações que à sua produção subjazem, nomeadamente as linhas estéticas e filosóficas, quer em termos de leituras quer em abordagem ou colocação teórica.

O texto em apreço oferece-nos o ensejo de situar o autor salense para apreciação da sua quase recente emergência no panorama literário cabo-verdiano, ao mesmo tempo que lança ao leitor o desafio de descortinar (na sua trajetória e percurso) alguns dados pouco conhecidos no cenário da realização escrita e das temáticas que marcam as suas obras, desde Marginais e Estátuas de Sal até este Cisne Branco.